Número exato de produções não foi divulgado
No dia 17/02/2017, Agência Nacional de Cinema - Ancine, divulgou que disponibilizará 249 horas de produção audiovisual brasileira para 199 TV´s público ( e/ou comunitárias ) de 26 estados, de produção que vai de ficção, animação, a “conteúdo adulto”. Muitas das produções irão ser disponibilizadas para a EBC - Empresa Brasil de Comunicação ( mantenedora da Tv Brasil ), e outras.
A entidade informa ainda que, em 2016, as produções brasileiras bateram recordes de bilheteria com mais de R$ 2,6 bilhões arrecadados só com a venda dos ingressos.
Desde 2009, o número de salas de cinema se multiplicado pelo país, principalmente no Nordeste com o crescimento da demanda.
De 2016 pra cá, a estudante de jornalismo Tamilin Cortes, de 19 anos, não assistiu nenhum filme brasileiro. “ A imensa maioria dos filmes daqui, o tema não me interessa.” Já para a Ketlin de 26 anos, disse que assistiu Se Eu Fosse Você e Mulheres ao Mar, dizendo ainda que as comédias são o que o Brasil produz melhor no cinema. Com relação aos conteúdos disponibilizados pela ANCINE, ambas nem sabiam que haviam sido rodados e nem que seriam disponibilizados por TV´s públicas.
Esses financiamentos são feitos com desconto de parte do imposto que as empresas pagariam de Imposto de Renda ao Governo Federal. O produtor cultural entra com um projeto na ANCINE e, se o projeto for aprovado, ele pode pedir para as empresas lhe destinarem parte do dinheiro que elas pagariam de imposto sobre seus lucros, para financiar suas obras audiovisuais. Dinheiro esse que iria para a Conta Geral da União, podendo ser usado em saúde e educação, mas foi para financiar ninguém sabe o quê, ninguém sabe onde.
E assim vivi o cinema brasileiro. Repletos de obras que ninguém sabe que existe e nem quais foram os critérios para a liberação da captação dos recursos que se dão de forma pouco clara.
Por: Caio Figueiredo
caiofigueiredocorretorlopes@gmail.com
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