segunda-feira, 10 de abril de 2017

A vez delas: a ascensão feminina no cinema.



Em meio a um momento tão feminista na sociedade, na área de produção audiovisual não poderia ser diferente.

Por Regiane Rodrigues.

O mundo cinematográfico, historicamente, sempre foi marcado por ter grandes atores, diretores, homens protagonistas, ganhadores do Oscar. Mas assim como tudo, as “coisas” evoluem, e a mente das pessoas também, aos poucos paradigmas são quebrados juntamente com o preconceito.

O papel da mulher na sociedade está cada vez mais reconhecido, aquele olhar “lugar de mulher é na cozinha”, está fora de cogitação.
Falar do papel feminino nas grandes telas e não citar Marilyn Moore como um grande nome é impossível, porém naquela época ela foi vista pela sociedade mais como um “marco sexual”, por sua beleza e sensualidade, do que por uma representatividade na atuação.
Hoje estamos muito além, vamos desde as mulheres nos bastidores, às mulheres sendo as grandes vencedoras do Oscar.

Isso fica evidente, na 1ª Mostra realizada “Lugar de Mulher é no Cinema”, o evento vai acontecer entre os dias 8 e 11 de abril, no qual vai mostrar curtas-metragens de ficção, documentário, animação, experimental e híbrido, de até 20 minutos de duração, dirigidos por mulheres e/ou que tenham mulheres como protagonistas – entendendo-se por mulheres todas aquelas que tenham identidade de gênero feminino.
O foco do evento vai ser ampliar a visibilidade de artistas mulheres no audiovisual nacional e refletir o espaço por elas ocupados na área.




Fonte: Ancine

Outro grande marco feminino no cinema, fica por conta da atriz Viola Davis, a primeira mulher negra a ganhar o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.
Viola Davis já havia ganho outros dois grandes prêmios, (Prêmio Tony, e o Emmy de Atriz principal em uma série de Drama).

Em entrevista com a estudante de Jornalismo, e grande conhecedora do cinema, Kenia Santos, ela confirma essa Ascensão:
“...antigamente as mulheres eram vistas como embelezamento da cena, além de interpretarem papéis romantizados e estereotipados como as donas de casa submissa ao marido, e hoje não, hoje elas possuem a liberdade de interpretarem aquilo com que elas mais se identificam, que vão desde a heroínas, a mulheres independentes de qualquer coisa, como é visto no filme Aquarius...”

E por falar em Aquarius, o filme é outro grande artefato do cinema nacional e protagonizado por uma mulher, que interpreta uma jornalista aposentada, mãe de 3 filhos; ela tem o projeto de construir um novo prédio num espaço, porém Clara sofre todo tipo de assédio e ameaça para que mude de ideia. Um tema bem atrelado à realidade.

E a expectativa é de que cada vez mais o mundo feminino no cinema seja valorizado e reconhecido.

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